Missa de Cura e Libertação à 19:30 na Paróquia Stª Clara de Assis de Penápolis

15/Fev. 2015 Com o Tema:“Eliminando a LEPRA do pecado de nossas vidas”.

Abra - te à Restauração - Informativo Fevereiro 2015






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Profeta é quem prediz o futuro? 4º Domingo do tempo comum: 01/02/2015

O profeta não é antes de tudo aquele que “prega” ou “revela” acontecimento futuro.[1] Sabia? É, em primeiro lugar, um intermediador do Transcendente. É um porta-voz.
Intermediário. Com muita frequência o profeta denuncia as faltas que se cometem contra a Lei. “Moisés falou ao povo, dizendo: 18 15 “O Senhor, teu Deus, te suscitará dentre os teus irmãos um profeta como eu: é a ele que devereis ouvir” (Dt 18,15). Nem sempre é ouvido. Ele luta contra os hábitos vazios de um passado, contra as observâncias de aparência. Condena o culto exterior e os sacrifícios que escondem a hipocrisia. Coisas tão antigas e tão atuais, não! Por isso o profeta, como intermediário de Deus, é, comumente, ignorado. Não é ouvido.
Revela. O profeta é constituído por Deus para arrancar e demolir, para destruir e abater, para edificar e plantar (Jr 1,10). Ele bate, então, muitas vezes de frente com o povo e os costumes.”18Eu lhes suscitarei um profeta como tu dentre seus irmãos: pôr-lhe-ei minhas palavras na boca, e ele lhes fará conhecer as minhas ordens. 19 Mas ao que recusar ouvir o que ele disser de minha parte, pedir-lhe-ei contas disso” (Dt 18,18). A lei era para o judeu um ponto privilegiado de encontro com a vontade de Deus, mas acarretava um risco: o de uma observância apenas literal, jurídica, sem coração. Culto e tradições são duas realidades que se completam. Não devem se distanciar. Mas, infelizmente, muitas vezes se distanciam. Revelam a vontade do Senhor. E o que fazem os ouvintes? A ignoram.
Ensinamentos. Os profetas falam em nome de Deus. Dele vem a autoridade com que anunciam e denunciam. Continuam a existir hoje? É possível. Todavia, cada cristão é chamado a sê-lo. O cristão verdadeiro anuncia e denuncia por palavras ou por seu testemunho. Se ele age bem, é motivo dos outros se questionarem, como aconteceu com Jesus. “27 Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: “Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade” (Mc 1,27). A pessoa que age conforme o bem questiona os outros por sua própria atitude. Quem vive a doutrina do Senhor, tem autoridade para ser profeta, intermediário entre Deus e as pessoas.
Cada batizado, sob pena de estar traindo seu batismo, é convidado a ser mediador do Altíssimo, dando testemunho de sua fé. Caso contrário, seria mais coerente renunciar de vez ao seu compromisso de ser seguidor de Jesus Cristo. Deve se questionar. O melhor, é viver como profeta, como intermediário entre o céu e a terra, como alguém que testemunha com autoridade de que há um reino melhor pelo qual vale a pena viver.
Eu, diante da Palavra

Ouvir
15 O Senhor teu Deus suscitará para ti, do
meio de ti, dentre os teus irmãos, um profeta como eu:
é a ele que deverás ouvir.(Dt 18,).

Ouço os profetas do Senhor, em nossos dias? Que vozes são referenciais para minha conduta no dia a dia?

Servir ao Senhor
32 Eu gostaria que
estivésseis livres de preocupações.
O homem não-casado é solícito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor.
33 O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura
agradar à sua mulher.
34 E, assim, está dividido. (1Cor 7,32-34).

Como leigo, vivo no mundo, porém, de modo que agrade ao Senhor?

Autoridade
22 Todos ficaram admirados com seu ensinamento,
pois ele os ensinava como quem tem autoridade, não como os escribas.
(Mc 1,22-24).

Meu testemunho convence os outros de que tenho fé?
Minha prece

Senhor,
Quero desempenhar melhor minha missão: ser testemunha do teu amor.
Preciso revelar este amor no encontro com os amigos, no trabalho,
Pelo auxílio em minha comunidade.
Servir ao Senhor, significa servir aos irmãos.
Dessa forma, darei testemunho daquilo que Jesus ensinou
E deixou para que todos vivêssemos.
O meu testemunho precisa denunciar o mal
E mostrar que é possível viver em concórdia, respeitando o próximo.
Meu testemunho poderá mostrar que é possível construir um mundo melhor,
Onde todos viverão em paz, com dignidade.
Ajuda-me, Senhor, a desempenhar minha missão de profeta.
Anunciar o bem e denunciar o mal.



[1] Missal dominical da Assembleia cristã. São Paulo: Paulus, 1995,


Disponibilizado originalmente no site Meritocat

Liturgia do 4º Domingo do tempo comum: 01 de Fevereiro 2015

(Verde, Glória, Creio – IV Semana do Saltério) -
Antífona de entrada:
Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome nos gloriemos em vosso louvor (Sl 105,47)
Oração do dia
Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Deuteronômio 18,15-20)
Leitura do livro do Deuteronômio.
Moisés falou ao povo, dizendo: 18 15 “O Senhor, teu Deus, te suscitará dentre os teus irmãos um profeta como eu: é a ele que devereis ouvir.
16 Foi o que tu mesmo pediste ao Senhor, teu Deus, em Horeb, quando lhe disseste no dia da assembléia: ‘Oh! Não ouça eu mais a voz do Senhor, meu Deus, nem torne a ver mais esse fogo ardente, para que eu não morra!’
17 E o Senhor disse-me: ‘está muito bem o que disseram;
18 eu lhes suscitarei um profeta como tu dentre seus irmãos: pôr-lhe-ei minhas palavras na boca, e ele lhes fará conhecer as minhas ordens.
19 Mas ao que recusar ouvir o que ele disser de minha parte, pedir-lhe-ei contas disso.
20 o profeta que tiver a audácia de proferir em meu nome uma palavra que eu lhe não mandei dizer, ou que se atrever a falar em nome de outros deuses, será morto”.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 94/95
Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!
Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
aclamemos o rochedo que nos salva!
Ao seu encontro caminhemos com louvores
e, com cantos de alegria, o celebremos!

Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra,
e ajoelhemos ante o Deus que nos criou!
Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor,
e nós somos o seu povo e seu rebanho,
as ovelhas que conduz com sua mão.

Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:
“Não fecheis os corações como em Meriba,
como em Massa, no deserto, aquele dia,
em que outrora vossos pais me provocaram,
apesar de terem visto as minhas obras”.
Leitura (1 Coríntios 7,32-35)
Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios. 7 32 Irmãos, eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. O homem não casado é solícito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor. 33 O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar à sua mulher, 34 e, assim, está dividido. Do mesmo modo, a mulher não casada e a jovem solteira têm zelo pelas coisas do Senhor e procuram ser santas de corpo e espírito. Mas a que se casou preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar ao seu marido. 35 Digo isso para o vosso próprio bem e não para vos armar um laço. O que eu desejo é levar-vos ao que é melhor, permanecendo junto ao Senhor, sem outras preocupações. Palavra do Senhor.
Evangelho (Marcos 1,21-28)

Aleluia, aleluia, aleluia. 
O povo que jazia nas trevas viu brilhar uma luz grandiosa; a luz despontou para aqueles que jaziam nas sobras da morte (Mc 4,16). 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
1 21 Dirigiram-se para Cafarnaum. E já no dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar.
22 Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.
23 Ora, na sinagoga deles achava-se um homem possesso de um espírito imundo, que gritou:
24 "Que tens tu conosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus!
25 Mas Jesus intimou-o, dizendo: "Cala-te, sai deste homem!"
26 O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu.
27 Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: "Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!"
28 A sua fama divulgou-se logo por todos os arredores da Galiléia.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
VENCENDO O MAL
O Reino anunciado por Jesus provocou as forças do mal, que reagiram de imediato. Sua pregação desmascarava a malignidade de tudo quanto redundava em escravidão para o ser humano e o impedia de se realizar e ser feliz. Jesus se sabia destinado a libertar os oprimidos e escravizados pelo poder do mal.
Evidentemente, o processo de libertação não era fácil. Por um lado, os opressores não queriam abrir mão de suas intenções e métodos. Por outro lado, os oprimidos acabavam por se acostumar à sua situação, já não fazendo mais caso dela.
A libertação começava quando o escravo do mal se insurgia contra sua situação, com a ajuda de Jesus. Tratava-se de uma terrível luta interior! Às vezes, se pensava que a presença de Jesus só servisse para perturbar. Ele, porém, não se deixava intimidar. Sua presença purificava o ser humano dos espíritos imundos que o flagelavam e contaminavam. Livres de toda escravidão, os que tinham sido beneficiados por Jesus tornavam-se sinal do poder efetivo do Reino.
Toda a vida de Jesus foi perpassada de luta contra as forças do mal. Com sua palavra, ele as desarticulava, fazendo o Reino dar seus frutos na história humana. Jesus não cruzava os braços ao se deparar com quem era vítima do mal e do pecado. Sua presença fazia o dinamismo libertador do Reino entrar em ação.


Oração 
Senhor Jesus, afasta para longe de mim o mal que me impede de ser livre e de fazer-me servidor do Reino.


(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
Sobre as oferendas
Para vos servir, ó Deus, depositamos nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com bondade, a fim de que se tornem o sacramento da nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão:
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! (Sl 30,17s)
Depois da comunhão
Renovados pelo sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da salvação eterna nos faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Disponibilizado originalmente no site do Dom Total

Evangelho comentado do 4º Domingo do tempo comum: 01 de Fevereiro 2015

Ano A - 

Marcos 1,21-28.


Aleluia, aleluia, aleluia. 

O povo que jazia nas trevas viu brilhar uma luz grandiosa; a luz despontou para aqueles que jaziam nas sobras da morte (Mc 4,16). 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
1 21 Dirigiram-se para Cafarnaum. E já no dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar.
22 Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.
23 Ora, na sinagoga deles achava-se um homem possesso de um espírito imundo, que gritou:
24 "Que tens tu conosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus!
25 Mas Jesus intimou-o, dizendo: "Cala-te, sai deste homem!"
26 O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu.
27 Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: "Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!"
28 A sua fama divulgou-se logo por todos os arredores da Galiléia.
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
VENCENDO O MAL
O Reino anunciado por Jesus provocou as forças do mal, que reagiram de imediato. Sua pregação desmascarava a malignidade de tudo quanto redundava em escravidão para o ser humano e o impedia de se realizar e ser feliz. Jesus se sabia destinado a libertar os oprimidos e escravizados pelo poder do mal.
Evidentemente, o processo de libertação não era fácil. Por um lado, os opressores não queriam abrir mão de suas intenções e métodos. Por outro lado, os oprimidos acabavam por se acostumar à sua situação, já não fazendo mais caso dela.
A libertação começava quando o escravo do mal se insurgia contra sua situação, com a ajuda de Jesus. Tratava-se de uma terrível luta interior! Às vezes, se pensava que a presença de Jesus só servisse para perturbar. Ele, porém, não se deixava intimidar. Sua presença purificava o ser humano dos espíritos imundos que o flagelavam e contaminavam. Livres de toda escravidão, os que tinham sido beneficiados por Jesus tornavam-se sinal do poder efetivo do Reino.
Toda a vida de Jesus foi perpassada de luta contra as forças do mal. Com sua palavra, ele as desarticulava, fazendo o Reino dar seus frutos na história humana. Jesus não cruzava os braços ao se deparar com quem era vítima do mal e do pecado. Sua presença fazia o dinamismo libertador do Reino entrar em ação.

Oração

Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).


Disponibilizado originalmente no site do Dom Total

Homilia do 4º Domingo do tempo comum: 01 de Fevereiro 2015

Neste 4º Domingo do Tempo Comum, nos reunimos pra ouvir o que Jesus tem a nos dizer. Ele ensina com autoridade, revelando a vontade do Pai. Permanecendo junto a ele, acolhamos seu convite e seus ensinamentos e deixemos que sua palavra nos ilumine. Assim, conforme a liturgia deste hoje, devemos compreender que é missão de todos nós escutar e transmitir com fidelidade a palavra de Deus, procurando em tudo o agrado do Senhor e transformando as realidades com o poder de sua palavra. e, deste modo, vemos na primeira leitura que devemos aprender que o autêntico profeta procura interpretar o projeto de Deus e coloca-se como porta-voz do próprio Deus; e, na segunda, que toda vocação assumida com seriedade e fidelidade tem seu valor. Já, no Evangelho, vemos que Jesus ensina com autoridade porque ensina o que vive.

Cor litúrgica: Verde

1ª Leitura: Deuteronômio 18, 15-20

Salmo:94 (95)

2ª Leitura:1Corintios 7, 32-35

Evangelho: Marcos 1, 21-28

Anúncio do Evangelho (Mc 1,21-28)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
21Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar.
22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.
23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!”
26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Comentário:
Depois de confessar sua fé em Jesus Messias e Filho de Deus, o evangelista Marcos passa agora a mostrar por que Jesus é o verdadeiro Messias e o Filho de Deus. Tendo como certo que o nosso Deus é o Deus da vida e na da morte, a prática de Jesus descrita nesse Evangelho revela o ressurgimento da vida no meio daqueles que consideram impossível obtê-la através de canais religiosos, políticos, sociais e econômicos oficiais. Em Jesus está presente o Deus que resgata a vida em todas as sua dimensões.
Assim, em Marcos 1, 21-28 vemos que Jesus vence a alienação e podemos até achar estranho o fato de que o Evangelho de Marcos fale continuamente de espíritos maus, demônios, espíritos impuros, Satanás. Eles estão presentes em toda parte, e a prática de Jesus inicia no encontro com um homem "possuído por um espírito mau". Notemos que a prática de Jesus é, antes de tudo, arrancar pessoas do poder desses demônios, que realizam ações exatamente contrárias àquelas de Jesus.
Qual é a ação do espírito mau neste trecho? Possuir o homem e falar através dele. Isto é: não o deixa agir livremente; toma-o por inteiro, fazendo com que não pense nem aja por si mesmo. É o espírito mau quem diz o que quer através do homem. Em outras palavras, o espírito mau aliena o homem, não permitindo que seja livre e consciente de seus atos.
O espírito mau diz: "Que queres de nós, Jesus Nazareno? Viste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!" (1,24). Observem que ele fala no plural: "Que queres de nós?" Significa que as "forças ocultas" alienadoras estão unidas mas, ao mesmo tempo, percebem que o "mais forte" está presente, e sentem as bases tremerem: "Vistes para nos destruir?"
Em seguida, porém, o espírito maus faz uma afirmação que parece surpreendente: "Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!" Não se trata de uma confissão de fé, mas tentativa de manipulação pois, na época, conhecer e nomear a identidade de alguém podia significar uma forma de conseguir o domínio sobre essa pessoa. O espírito mau procura manter a situação sob seu controle. É como falar que acreditamos em Deus e em Jesus só para podermos fazer o bem que entendemos. Jesus, porém, é "mais forte" e não se deixa dominar; ao contrário, o subjuga totalmente. O espírito mau tem que ficar calado e sair do homem que tinha possuído (1, 25-26).
A reação do povo é expressa por dois sentimentos. No primeiro momento, o sentimento é de admiração: "As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus ensinava com quem tem autoridade, e não como os doutores da Lei" (1,22). Depois, tal admiração se transforma em espanto: "Todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: 'O que é isso? Um ensinamento novo, dado com autoridade. Ele manda nos espírito maus e eles obedecem?' " (1, 27). A reação da multidão é motivada pelo ensinamento de Jesus: é novo e dado com autoridade: Marcos não diz qual é o ensinamento, mas narra a expulsão do espírito mau. Aí está a novidade e a autoridade: a prática concreta da libertação, fazendo o homem adquirir consciência e liberdade de falar por si mesmo. Então, por que o povo fica espantado? Por causa do novo, isto é, a ordem das coisas que pareciam intocáveis pode ser mudada e, por isso, há uma desestabilização libertadora, mas que de início espanta.
Existe ainda um detalhe importante: no versículo 22, Marcos diz que Jesus não ensinava como os doutores da Lei, ou seja, o ensinamento de Jesus não é apenas palavras que procuram preservar uma ordem estabelecida, mas é uma prática que desestabiliza essa mesma ordem. A autoridade de Jesus põe em xeque a autoridade dos doutores da Lei. Visto que a cura foi realizada no sábado (1,21), a tensão cresce, pois os doutores da Lei diziam que era proibido curar no sábado. No entanto, a lei de Jesus é outra, conforme pode-se ver em Marcos 2, 27.
Assim, irmãos e irmãs, a palavra de Jesus, qual uma luz, ilumina o coração do homem revelando o mal que o aflige e o distancia do Deus da vida e dos seus semelhantes. A luz da palavra do Senhor descortina o mal para destruí-lo. Jesus é apresentado como aquele que não somente tem poder de destruir o mal, mas efetivamente o faz. E o ser humano passa a compreender que a sua vida, pela graça de Cristo, não está fadada à submissão do mal, pois, em Cristo, o mal já está vencido. Este é o ensinamento novo!
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Bom domingo a todos.


Disponibilizado originalmente no site Teologia Fé e Vida

Músicas do 4º Domingo do tempo comum: 01 de Fevereiro 2015

O Reino de Deus está próximo -


Os vídeos ou áudios aqui apresentados têm o objetivo de proporcionar apenas amostras dos cantos litúrgicos suficientes para os que desejam aprender e cantar nas liturgias. As músicas completas poderão ser adquiridas em estabelecimento que comercialize músicas católicas ou pela internet nos sites especializados.





ENTRADAVídeo ou mp3PartituraCifraIndicação
De todos os cantos viemosVídeoPartituraCifra1
Vimos te encontrar em tua casaVídeoPartituraCifra2
Ó Senhor salva teus filhosVídeoPartituraCifra3
Deus é Pai, Deus é amorVídeoPartituraCifra5
SALMO RESPONSORIAL
Não fecheis o coraçãoVídeoPartituraCifra1
ACLAMAÇÃO
Aleluia! Um grande profeta surgiuVídeoPartituraCifra1
OFERENDAS
De mãos estendidasVídeoPartituraCifra1
Bendito seja Deus Pai do universoVídeoPartituraCifra2
Sabes SenhorVídeoPartituraCifra3
Ofertar nossa vida queremosVídeoPartituraCifra3
COMUNHÃO
Eu sei quem tu ésVídeoPartituraCifra1
Todo aquele que comer do meu corpoVídeoPartituraCifra3
Tu te abeiraste na praiaVídeoPartituraCifra5
Tu és minha vidaVídeoPartituraCifra5
OUTROS
Deus nos abençoeVídeoPartituraCifra3
Senhor eu quero te agradecerVídeoPartituraCifra3





Indicações:
1. Folhetos litúrgicos de circulação nacional.
2. Arquidiocese de Goiânia – GO.
3. Diocese de Colatina – ES.
4. Arquidiocese de São Paulo – SP
5. Site especializado em liturgia


Disponibilizado originalmente no site Meritocat

Salmo do 4º Domingo do tempo comum: 01 de Fevereiro 2015

Salmo 94 -

O motivo de louvor é o próprio Deus vivo que criou o mundo e está acima de todos os deuses das nações e seus projetos. Ele é o soberano do universo que criou o povo e se aliou a ele, dirigindo-o na história como pastor. É também uma advertência profética: Deus deu a terra ao povo. Seu usufruto, porém, depende da fidelidade ao projeto dele. Se a infidelidade dos antepassados impediu que eles entrassem na terra da liberdade e da vida, a infidelidade da geração atual poderá perdê-la. Por isso, devemos viver segundo o projeto que Deus tem para a nossa vida, pois, com certeza, Deus é sempre fiel e misericordioso com todos nós. 

*melodia adaptada de original disponibilizado por www.cancaonova.com, interpretada por Arali Basso, da equipe de musica "Renascer".



 * Para extrair o áudio em mp3, sugiro o site http://www.youtube-mp3.org/pt


                    C       G/B  Am7      F &nnbsp;   Dm7      G4  G
 — Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!
                    C       G/B  Am7     F         G        C
 — Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!


      F             G/F                                Am7         
 — Vinde, exultemos de alegria no Senhor,/
       F              Dm7                 Am7 G
aclamemos o Rochedo que nos salva!/
 C/E         F                 G/F               C  G/B  Am7        
 Ao seu encontro caminhemos com louvo.....res,/
           F                Dm7           G4   G
e com cantos de alegria o celebremos!   (refra)


      F             G/F                 C     G/B      Am7          
 — Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra,/
         F                     Dm7                Am7  G    C/E
e ajoelhemos ante o Deus que nos criou!/
                        Dm7          F          G4  G        
 Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor,/
          Dm7            F                Am7         
 e nós somos o seu povo e seu rebanho,/
        F                Dm7                G4   G                          
 as ovelhas que conduz com sua mão.     (refra)

            F               G/F           C  G/B 
 — Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:    /
Am7       F               Dm7                    Am7  G
 “Não fecheis os corações como em Meriba,/
                Dm7               F               G4  G       
 como em Massa, no deserto, aquele dia,/
               Dm7                F                G4      C     
em que outrora vossos pais me provocaram,/
       Dm7            F                        G4  G          
 apesar de terem visto as minhas obras”.